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Família

Publicado por MV em Devocionais · 7/8/2015 21:25:43



O pior tipo de solidão é aquela que se sente em meio a muita gente. Curiosamente, é no meio de muita gente que a solidão talvez seja mais freqüente. Nós, brasileiros, temos fama de sermos gregários, cordiais, amistosos, e ainda assim, a nossa cidade, o Rio de Janeiro pode ser resumido a um amontoado de alguns milhões de solitários. Os carros têm vidro escurecido, as portas têm dúzias de trancas, as janelas têm grades e os espíritos têm armaduras.

A competição e a insegurança nos obrigam a não confiar em estranho algum, a não dar muito papo para ninguém. A correria nos faz querer ficar em casa vendo um filme em lugar de irmos a uma praça, ou, simplesmente ficar conversando com nossos vizinhos na rua por exemplo. Mas entre tanto movimento e atividade, é extremamente difícil sentir-se notado. Por isso tanta solidão, tanto senso de desajustamento.

Aqui as coisas só são mais evidentes, o problema é antigo e universal. Todo mundo, em todo tempo e em todo lugar já padeceu de solidão e arrisco dizer que boa parte morreu dessa doença. Foi, pois, com a boca muito cheia que o salmista cantou: “Deus faz que o solitário viva em família” (Salmo 68:6).

Tolstoi começa sua obra-prima Ana Karenina dizendo que “todas as famílias felizes são iguais. As tristes, são tristes cada uma à sua maneira”. Não sei qual idéia de família você tem, se sua experiência é com uma família triste ou com uma feliz, mas pelo verso que citei, sei que na mente de Deus a idéia de família é uma antítese de solidão.

A solução, pois, para o mal que atormenta meus milhões de vizinhos e bilhões de companheiros de raça humana, é FAMíLIA. E Deus Se incumbe de providenciá-la, uma família feliz, capaz de ser um sumidouro para esses complexos de desajustamento e para todo tipo de dor de solidão.

A Bíblia afirma que em Cristo nós fomos adotados. Entramos em uma família, passamos a poder chamar outras pessoas de irmãos, na plena acepção do termo, passamos a poder ser chamados de “filhos de Deus”.

Ao passo que isso é para mim um consolo fantástico, é também um aviso quanto à responsabilidade que é pertencer a uma família. Precisamos entender que deixar de ser solitário envolve não apenas ter atenção, mas ter gente em quem atentar também. E na igreja eu sou um irmão mais velho para muita gente, e mesmo os mais velhos que eu precisam de atenção qualificada.



Todos precisam exatamente daquilo que eu preciso: que alguém lhes olhe nos olhos, que pare para ouvi-los, que sejam tocados, abraçados e que se sintam queridos. Na família ninguém é descriminado, ninguém é alijado, colocado à parte. Na família, na idéia de Deus, sobretudo, há calor e desvelo.

Que tipo de família é a minha? Como membro dela, estou engajado no cumprimento de um de seus mais sublimes papéis, o de ser a solução para a dor dos que sofrem com um mundo gelado?




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